Anote aí: Pezão vai ser preso!

Dois delatores da Odebrecht relataram que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), recebeu propina da empresa. O dinheiro teria sido repassado de duas maneiras — entregue pessoalmente e depositado em contas no exterior — e registrado na contabilidade paralela da empresa. Pezão é alvo de uma petição remetida ao Superior Tribunal de Justiça (STJ); caberá ao tribunal decidir dar prosseguimento ou não às investigações. Não há menção a valores no documento tornado público pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal.
Investigação
As informações foram prestadas por Benedicto Júnior, ex-presidente da construtora Odebrecht, e seu braço-direito Leandro Andrade Azevedo, diretor de Infraestrutura da Odebrecht no Rio. As denúncias contra Pezão motivaram um pedido de investigação apresentado pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal. Por conta do foro privilegiado de Pezão, Fachin remeteu o caso ao STJ no último dia 4.
Petição
Pezão tem reiterado que um outro pedido de investigação contra ele já foi arquivado no STJ. A apuração era baseada em um depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que afirmou que o governador estava presente em uma reunião em que o ex-governador Sérgio Cabral pediu R$ 30 milhões em caixa dois. Em outra frente das investigações, o advogado Jonas Lopes Neto, filho de Jonas Lopes de Carvalho, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), afirmou que Pezão se beneficiou com R$ 900 mil em recursos desviados do esquema que funcionava no TCE. O delator disse que o subsecretário adjunto de Comunicação do governo, Marcelo Amorim, contou a ele ter recolhido a quantia em empresas de alimentação para pagar “despesas pessoais” de Pezão.
Mentiras
Marcelinho, como é conhecido, é apontado como um dos operadores do esquema e é casado com uma sobrinha de Pezão. O governador chamou a acusação de “mentira deslavada” e disse que vai processar o delator. Marcelinho também nega as acusações.
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