BRASIL, Se você ainda acha que não há provas contra Lula, leia o texto






Luís Inácio Lula da Silva está acuado. Há pouco mais de um ano, a “alma mais honesta do país” informou à sua sucessora de que sua defesa não seria mais jurídica. Ia aproveitar a militância do PT e ir às ruas. Os advogados foram postos em segundo plano, sua campanha para 2018 alçada à condição de principal elemento de defesa e a narrativa imposta atribui a Lava Jato um ardiloso plano para impedi-lo de se candidatar à presidência.
O desespero entre as hostes petistas fez a frase “Não temos provas, mas temos convicção” ser inventada e atribuída aos Procuradores Federais responsáveis pela condução da investigação.
Lula precisa explicar à Lava Jato e ao Brasil qual empreiteira construiu esse 


Apesar da ação penal que investiga a relação do ex-presidente Lula com um triplex ter sido aberta somente no último trimestre de 2016, Lula tem uma história bem mais antiga com o imóvel.
Um dos prédios que deveriam ser erguidos pela Bancoop (cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo), o Edifício Solaris – localizado na praia de Astúrias, no Guarujá, litoral de São Paulo -, foi repassado para a construtora OAS após problemas financeiros da entidade e ficou pronto, com atraso, apenas no final de 2013. Ainda no final de 2014, o jornal “O Globo” noticiou que Lula era dono de um apartamento no prédio e que, após passar por diversas reformas, o imóvel estava pronto para receber o ex-presidente no réveillon.
De acordo com os investigadores, entre aquisição do imóvel, reformas, e compras de bens, Lula recebeu R$ 2,4 milhões em propinas da OAS, que foram abatidas do “devido” ao PT – referente às propinas cobradas pela execução de obras – pela empreiteira.

2. Armazenamento OAS

Lula também é investigado pelo armazenamento do que chamou de “tranqueiras”. 9.037 peças acumuladas pelo ex-presidente ao longo dos seus oito anos na Presidência da República. Sem ter onde colocá-las, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, fez um orçamento com a empresa Granero para armazená-los.
Alvo da atenção dos investigadores da Lava-Jato, três dias após Okamotto assinar o termo de aceite junto à Granero – isto é, em 1º de janeiro de 2011 -, a OAS celebrou um contrato de armazenagem junto à companhia, alegando no documento que pretendia armazenar “materiais de escritório e mobiliário corporativo de propriedade da Construtora OAS Ltda”. Todavia, os materiais foram pegos em Brasília e, após cinco anos armazenados, saíram de lá para o depósito do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo Campo. No final, até Okamotto admitiu: o objeto do contrato da OAS eram as “tralhas” do ex-presidente.

3. Sítio de Atibaia

Os moradores de Atibaia, no interior paulista, nunca imaginaram que o ex-presidente Lula tivesse escolhido a cidade para passar seus finais de semana. De acordo com seus advogados, o Sítio Santa Bárbara foi disponibilizado por seus donos Jonas Suassuna e Fernando Bittar – ambos sócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, para que o presidente pudesse curtir sua aposentadoria.
Como o comum para Lula é incomum para o resto do país, os ”donos” da propriedade parecem nunca ter tido algum poder de fato sobre ela.

4. Cobertura em São Bernardo do Campo



Um bon vivant, Lula mora em duas coberturas no 11º andar do edifício Hill House, em São Bernardo do Campo. A sua relação com ambas é antiga. O presidente comprou a cobertura de nº 122 no início dos anos 2000, e alugou a de nº 121, contígua à sua, quando assumiu a presidência, com a desculpa de precisar de um espaço para guardar os presentes que recebia.

O PT afirmou ter pago os aluguéis até 2007, quando foi substituído pela Presidência da República. Lula afirmou ter necessidade de um imóvel para que seus seguranças dormissem quando estava em São Bernardo e achou por bem que o pagador de impostos podia suportar esse gasto. Com sua saída do poder, o líder petista se encontraria na incômoda posição de ter que pagar aluguéis, e uma solução precisava ser encontrada.

De acordo com o Ministério Público Federal, o advogado Roberto Teixeira fez contato com o aposentado Glauco da Costa Marques, primo de José Carlos Bumlai. Na conversa, Glauco e Teixeira afirmam que Bumlai teria dito que aquele seria um bom investimento, dado que o aluguel era certo e eles precisavam de um dono de confiança para o imóvel. De acordo com Lula, desde então ele tem pago regularmente os aluguéis ao primo do seu amigo por meio de transferência bancária.

5. Instituto Lula

Ao que tudo indica, é difícil para Lula e seu entorno terem imóveis que não sejam objeto de problemas na justiça – como o prédio do Instituto Lula.
Apesar de funcionar em um sobrado adquirido em 1991 pelo antigo Instituto Cidadania, os delatores Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo Odebrecht; Alexandrino Alencar, ex-diretor de relações institucionais; e Paulo Melo, ex-diretor-superintendente da Odebrecht Realizações Imobiliárias, afirmam taxativamente que este não era o plano original e a família Lula da Silva sabia disso.

6. L.I.L.S.

Até o início da Lava Jato, a “L.I.L.S. Palestras Eventos e Publicações” provavelmente deveria ser uma das empresas mais bem-sucedidas do país. Fundada em 2011, a companhia que leva as iniciais do ex-presidente Lula era utilizada pelo líder petista para receber pagamentos referentes às suas palestras feitas no Brasil e no exterior.
De acordo com o executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar, a L.I.L.S. foi montada por Paulo Okamotto, com sua ajuda, criando o programa de palestras “como uma forma de remuneração do ex-presidente Lula.” A companhia estimulou Lula a realizar palestras nos seus países de atuação, bancando a despesa com jatinhos, mas não utilizando os aviões de propriedade do grupo.


Tecnologia do Blogger.