Temer perdoa dívida bilionária do Itaú. Bonzinho, não é?

O governo Temer (PMDB) vai deixar de cobrar R$ 25 bilhões sonegados pelo Itaú relativos à valorização do banco devido à fusão com o Unibanco. A decisão foi tomada pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) do Ministério da Fazenda, por 5 votos a 3.
Abriu mão
Entenda melhor
A fusão gerou ganho de capital de R$ 17 bilhões. Isso porque em 2008 os acionistas do Unibanco receberam ações em duas etapas: primeiramente do Itaú e depois da Itaú Holding. As ações foram emitidas pelo Itaú por R$ 12 bilhões, mas o banco dos Setúbal recebeu R$ 29 bilhões ao repassar estes papéis aos acionistas do Unibanco.
Esta decisão do Carf é um verdadeiro escárnio com o povo brasileiro, castigado por medidas duras do governo que têm como objetivo cortar direitos.
Vale lembrar que, não por acaso, pelo menos dois banqueiros estão em postos-chave da administração Temer: Henrique Meireles, no comando do Ministério da Fazenda, ao qual o Carf é subordinado, e Ilan Goldfajn, no Banco Central.
A Procuradoria da Fazenda vai recorrer da decisão. A cobrança de tributos sobre a fusão do Itaú e do Unibanco é o processo de maior valor que tramita no Carf. Em julho do ano passado, a Operação Zelotes da Polícia Federal (PF) prendeu o ex-relator do processo sob a acusação de que ele tinha cobrado propina do Itaú para votar a favor do banco.
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