Michel Temer pediu mesada para deixar a J&F roubar a Petrobras


Ainda na onda de diversificação do grupo e se aproveitando de um momento de crise, onde vendas de empresas tornam-se mais fáceis, a J&F decidiu investir no setor de energia. Por meio de uma subsidiária sua, a empresa adquiriu o controle da EPE (Empresa Produtora de Energia) e participação na GasOcidente, no final de 2014.

EPE a preço de banana

A EPE possuía como único ativo a usina térmica de Cuiabá, responsável por produzir 529 MW de energia por ano. Alugada pela Petrobras, a usina rendia US$ 1 bilhão por ano à estatal, que importava o gás natural da Bolívia e o utilizava para produzir energia.
Com a compra, os irmãos Batista tentaram um acordo com a YPFB, estatal boliviana que produzia o gás. Sem sucesso, acabaram fechando acordo com a Petrobras.
Como a estatal revendia a um preço acima daquele que pagava aos bolivianos, a usina começou a causar certo prejuízo. Sem conseguir um acordo com a estatal, os novos donos decidiram ir até quem manda de fato.

Por que Joesley foi a Temer?

Eis o motivo pelo qual Joesley decidiu negociar junto a Temer: forçar a Petrobras a vender a um preço igual ao de compra.
Para desenrolar o caso, Temer indicou seu ex-assessor e deputado pelo Paraná, Rodrigo Rocha Laures. Com a ajuda de Laures, Joesley acabou resolvendo seu pequeno impasse, pelo que ficou combinado uma pequena ajuda mensal a alguém de ordem superior ao deputado. Um pagamento de R$ 500 mil mensais durante os 20 anos em que vigoraria o acordo entre a Petrobras e a térmica de Joesley.

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