Malas, mochilas e dinheiro foram chipados pela PF. Sem escapatória!

Loures teria sido o indicado pelo presidente Temer para resolver uma questão de interesse do grupo, segundo Joesley.
A afirmação, publicada pelo jornal “O Globo”, foi confirmada pela Folha de S.Paulo.
O Planalto divulgou nota negando.Segundo a delação de Joesley, ele pediu ao presidente Temer uma ajuda para resolver uma pendência de seu grupo no Cade, órgão de controle da liberdade de concorrência.
O empresário disse à Procuradoria que Temer lhe sugeriu procurar Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
Loures foi assessor especial da Presidência até março, quando voltou à Câmara no lugar do ministro da Justiça, Osmar Serraglio. No governo Dilma Rousseff, foi chefe de Relações Institucionais da Vice-Presidência quando o cargo era ocupado por Temer.
Segundo o jornal “O Globo”, Joesley se encontrou com Loures e pediu ajuda em questão que envolve o preço do gás fornecido pela Petrobras à termelétrica EPE, usina do grupo J&F.
O empresário afirma na delação que Loures ligou para o presidente em exercício do Cade e pediu solução para o caso, em troca de R$ 500 mil semanais por 20 anos.A entrega do dinheiro, feita por Ricardo Saud, diretor da JBS e um dos sete delatores, foi filmada pela PF.
AÇÃO CONTROLADA
A coleta de provas faz parte de um acordo de delação no qual o investigado terá benefícios, como um tempo menor de prisão ou mesmo a extinção da pena.
A ação controlada está prevista na nova lei de organização criminosa, a de número 12.850 de 2013. É a mesma lei que criou regras mais bem definidas para os acordos de delação premiada.
No caso da JBS, a Polícia Federal colocou chip no pacote de cédulas que integravam o pacote dos R$ 2 milhões supostamente pedidos pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) para pagar seu advogado e seguiu as notas eletronicamente.
Como os chips emitem sinais, a PF conseguiu monitorar o caminho das malas de São Paulo até Belo Horizonte, onde as cédulas foram depositados em uma empresa do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), aliado político e amigo de Aécio.
É a primeira vez que a Operação Lava Jato recorre a esse tipo de ação para produzir provas.
Já ocorreram outras gravações, como as feitas pelo filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, e pelo ex-senador Delcídio do Amaral, mas não havia a participação da polícia que caracteriza o controle sobre a ação.
Também foi ação controlada a gravação de conversa entre Joesley e o presidente Michel Temer, na qual se discute o pagamento de suborno ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, segundo executivos da JBS.
Em sua delação, Joesley também envolve o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Guido Mantega, que seria o interlocutor para entrega de recursos ao PT. Com informações da Folhapress.
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