EXCLUSIVO: Palocci, o banco clandestino e o escândalo da tecnologia da informação

O recado do ex-ministro da Fazenda no Governo Petista, Antonio Palocci ao vazar o desejo do beneficio da delação premiada na operação Lava Jato, causou um verdadeiro tsunami entre os banqueiros marqueteiros e principalmente, empresários no ramo de tecnologia da informação (TI).
Fontes que investigam na Operação Lava Jato fizeram chegar aos ouvidos do ex-ministro Palocci, vulgo “Italiano”, apelidado pela empreiteira Odebrecht o nome de um corretor de São Paulo que mantinha frequentes contatos com o ministro no restaurante, mantido pela investigação em sigilo, no bairro do Bexiga em São Paulo. Palocci, segundo os investigadores, é sócio oculto no restaurante. No andar superior funciona como banco clandestino, um local para armazenar milhões em espécie guardados em caixa de aço e climatizada para conservar as cédulas. O corretor vendeu para Palocci fazendas com criações de gados através de fotografias, o ex-ministro pagou pelo imóvel sem se quer conhece-lo. O esquema sofisticado, segundo o relato da fonte, é de causar inveja até na empreiteira Odebrecht que funciona para irrigar bilhões em dinheiro de corrupção. O corretor, que os investigadores mantêm o nome em sigilo, revelou outros esquemas em que Palocci recebia dinheiro ilícito. O relato que causou surpresa aos investigadores foi a sociedade oculta entre o marqueteiro João Santana de Cerqueira Filho e o ex ministro da fazenda, o “Italiano”. Palocci foi o responsável pela chegada de João Santana ao Partido dos Trabalhadores, em campanhas políticas. Desse ponto, se deu a parceria e sociedade em outros negócios.
Santana é o elo de tudo
Campanha vitoriosa
Com a campanha de Lula, vitoriosa em 2006, João passou a comandar não só as campanhas petistas, como também de partidos aliados. A maioria delas, em parceira oculta com Palocci. Na área de Tecnologia e Informação, Palocci atuou forte nos bastidores para beneficiar alguns empresários do ramo junto ao Governo Federal e em alguns estados.
Algumas empresas, como Microsoft, Oracle, Dell e IBM buscaram no Brasil, com alguns empresários brasileiros, para atuar em parceria no governo federal e nos Estados. O esquema de propina na área de TI, segundo os investigadores, é bilionário.
Era FHC
O escândalo de TI pode ser considerado o esquema de corrupção que ajuda abastecer o propinoduto. A Odebrecht está sendo identificada por abastecer no esquema de propina políticos e partidos.
Gravíssimo
O esquema de TI corrompe políticos, servidores públicos e empresários do setor que abrem mão da disputa da livre concorrência para atuar favorecendo cartéis. A delação premiada de Antonio Palocci com certeza traz à luz personagem que vivem na escuridão do mercado clandestino e corruptos.
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